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30/05/08

Poesias da CRIANÇA

Ser Criança

Ser criança

Não é somente ter pouca idade
E sim esquecer a idade física
A nossa verdadeira idade está na mente
É o que se sente.

Ser criança
É perseguir a felicidade
Sem se importar com a idade.
É esquecer um pouco das responsabilidades
Sem contudo ser irresponsável.
É viver intensamente o presente
Não viver condicionado ao futuro
Nem ruminando o passado
É amar intensamente
E viver essa paixão sem precedentes
É sempre sorrir
Sempre estar aberto para o novo

Ser criança
É nascer de novo a cada dia...

poema de Sandra Mamede

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Criança esperança

Criança, você é tudo...
Esperança, futuro.
Seu sorriso ilumina o mundo,
seus passos eu sigo
não deixando cair,
a vida te espera...
Obedece ao tempo!

Não troca à bola pela escola,
a passarela é ilusão
depois tudo acaba,
o estudo é tudo...
Ninguém passa a mão!

Caminha com calma
aproveita a infância
não se apresse,
o futuro chega
trazendo a adolescência,
a rebeldia não vai adiantar
seja prudente criança esperança,
não solte das mãos
de quem lhe quer bem!

O futuro chegou...
Dê de presente
O que de bom a vida lhe ensinou!

poema de Rosa Candida
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Você criança

Você criança,
que vive a correr,
é a promessaque vai acontecer...
é a esperançado que poderíamos ser...
é a inocência
que deveríamos ter...

Você criança, de qualquer idade,
vivendo entre o sonho e a realidade
espargem pelas ruas da cidade,
suas lições de amor e de simplicidade!

Criança que brinca, corre, pula e grita
mostra ao mundo, como se deve viver
cada momento, feliz, como quem acredita
em um mundo melhor que ainda vai haver!

Você é como uma raio de luz
a iluminar os nossos caminhos,
assemelhando-se ao Menino Jesus,
encanta-nos com todo teu carinho!

Você é a criança,
que um dia vai crescer!
É a promessa,que vai se realizar!
É a esperança
da humanidade se entender!
É a realidade
que o adulto precisa ver...
e também aprender a ser...

poema de Lauro Kisielewicz
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Pois é o Dia Mundial da Criança está quase aí, e eu não o poderia deixar passar em branco, assim para o assinalar deixo-vos alguns poemas que li e gostei sobro o melhor que o mundo tem ... AS CRIANÇAS. Se queres saber mais sobre o dia da criança visita o site http://www.junior.te.pt/servlets/Rua?P=Sabias&ID=201 e descobre a origem deste dia. Lá poderás conhecer também os Direitos da Criança, em http://www.junior.te.pt/servlets/Rua?P=Sabias&ID=203 (também eu já os postei, no ano passado). Se já não postar nada até lá, diverte-te muito e aproveita este dia que te é dedicado ...


Beijinhos e um XI-Y

21/08/07

Só tu doce criança ...

Nas tuas mãos um papel
Pode ser de mil cores
Um soldado sem quartel
Ou um jardim com flores

Um avião que não pousa
Uma bala que não mata
Um cavalo sem arreata
Que não conhece senhor

Um irmão com quem tu brincas
À apanha, e ao pião
Um pão quente que tu trincas
Como só se trinca o pão

Pai que te faz companhia
Nos teus sonhos sempre belos
Uma mãe quente e macia
E que te afaga os cabelos

Tudo quanto a vista alcança
E possas imaginar
Que só tu doce criança
Consegues reinventar.
by Mário Margaride

Pois é, já há algum tempo que não publicava um poema, de crianças ou para crianças, espero que tenham gostado deste.


Beijokas e um Xi-Y

02/05/07

Poesia para crianças

A Avó

A avó, que tem oitenta anos,
Está tão fraca e velhinha! . . .
Teve tantos desenganos!
Ficou branquinha, branquinha,
Com os desgostos humanos.
Hoje, na sua cadeira,
Repousa, pálida e fria,
Depois de tanta canseira:
E cochila todo o dia,
E cochila a noite inteira.
Às vezes, porém, o bando
Dos netos invade a sala . . .
Entram rindo e papagueando:
Este briga, aquele fala,
Aquele dança, pulando . . .
A velha acorda sorrindo,
E a alegria a transfigura;
Seu rosto fica mais lindo,
Vendo tanta travessura,
E tanto barulho ouvindo.
Chama os netos adorados,
Beija-os, e, tremulamente,
Passa os dedos engelhados,
Lentamente, lentamente,
Por seus cabelos, doirados.
Fica mais moça, e palpita,
E recupera a memória,
Quando um dos netinhos grita:
"Ó vovó! conte uma história!
Conte uma história bonita!"
Então, com frases pausadas,
Conta histórias de quimeras,
Em que há palácios de fadas,
E feiticeiras, e feras,
E princesas encantadas . . .
E os netinhos estremecem,
Os contos acompanhando,
E as travessuras esquecem,
— Até que, a fronte inclinando
Sobre o seu colo, adormecem . . .
by Olavo Bilac


Este texto é dedicado à minha avó que, se ainda fosse viva, teria completado ontem 86 anos. Sim, ontem, dia 1 de Maio, Dia do Trabalhador, um dia que não só é dedicado aos trabalhadores como não poderia ter sido mais adequado para celebrar o dia do seu nascimento, pois foi sempre uma mulher de muito trabalho, uma lutadora que trabalhou até ao dia em que faleceu. Nunca parava, apesar dos muitos problemas de saúde que tinha, era capaz de dizer sempre uma palavra amiga com força suficiente para pôr qualquer um para cima. OBRIGADA AVÓ por teres existido na minha vida, obrigada por tudo aquilo que nos transmitiste e obrigada por teres sido uma mulher com força suficiente para te manteres ainda viva no meu coração.

Beijinhos e um Xi-Y

24/04/07

Poesia para Crianças

A Boneca

Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.
Dizia a primeira: "É minha!"
— "É minha!" a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.
Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.
Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.
E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca . . .

by Olavo Bilac

Bonecas e Bolas de Trapos
No tempo dos meus pais e avós, muitas das crianças para terem um brinquedo tinham que ser elas próprias a construi-lo com as suas mão, não havia a facilidade de hoje em dia em ir a uma loja e comprar um brinquedo. No entanto, apesar das bonecas não falarem, cantarem, rirem ou chorarem, tinham muito mais valor do que as de hoje em dia, ou porque era feita pelas mãos que iriam brincar com ela, ou porque tinha sido algum parente chegado que com amor lhe tinha feito aquele miminho. No entanto, não penses que é díficil fazer uma Boneca de Trapos, ou que é preciso ter algum dom especial, basta queres muito e vais ver que consegues e a cada nova tentativa que faças, vais sempre conseguir aperfeiçoar-te um pouco mais. Para se fazerem Bonecas de Trapos são necessários alguns utensílios e materiais como por exemplo: linhas, lãs, restos de tecidos de várias cores, agulhas, tesouras e dedais, marcadores ou canetas coloridas e muitaa imaginação ...
Pega-se num pedaço de pano e cortam-se duas partes com a forma do corpo. Depois cose-se e deixa-se um bocadinho aberto para se encher o corpo da boneca. Por fim, enche-se com trapos, papeis ou com algodão, cose-se a parte que ficou aberta e o corpo da boneca está pronto. Faz-se novamente o mesmo, mas desta vez com a forma da cabeça da boneca e cose-se ao corpo que ja temos feito. Para a boneca ficar mais bonita, fazem-se roupas e para o cabelo fazem-se tranças em lã ou pode-se colocar lã desfiada. Os olhos a boca e o nariz podem ser pintadas ou bordados.

Podes ainda fazer as tuas próprias Bolas de Trapos, que são ainda mais fáceis de fazer, basta arranjar uma meia de vidro de senhora enchê-la, cosê-la dos dois lados de forma a ficar redonda e já está...

Agora põe mãos à obra e vais ver que te vais divertir tanto ou mais do que com aqueles brinquedos caros que anunciam na televisão, principalmente porque vão ser feitos por ti. Diverte-te e boas brincadeiras...

Beijokas e um Xi-Y

Poesia para Crianças

O Tempo

Sou o Tempo que passa, que passa,
Sem princípio, sem fim, sem medida!
Vou levando a Ventura e a Desgraça,
Vou levando as vaidades da Vida!
A correr, de segundo em segundo,
Vou formando os minutos que correm . . .
Formo as horas que passam no mundo,
Formo os anos que nascem e morrem.
Ninguém pode evitar os meus danos . . .
Vou correndo sereno e constante:
Desse modo, de cem em cem anos
Formo um século, e passo adiante.
Trabalhai, porque a vida é pequena,
E não há para o Tempo demoras!
Não gasteis os minutos sem pena!
Não façais pouco caso das horas!



by Olavo Bilac

Poesia para Crianças

A Arca de Noé


Sete em cores, de repente
O arco-íris se desata
Na água límpida e contente
Do ribeirinho da mata.
O sol, ao véu transparente
Da chuva de ouro e de prata
Resplandece resplendente
No céu, no chão, na cascata.
E abre-se a porta da Arca
De par em par: surgem francas
A alegria e as barbas brancas
Do prudente patriarca
Noé, o inventor da uva
E que, por justo e temente
Jeová, clementemente
Salvou da praga da chuva.
Tão verde se alteia a serra
Pelas planuras vizinhas
Que diz Noé: "Boa terra
Para plantar minhas vinhas!"
E sai levando a família
A ver; enquanto, em bonança
Colorida maravilha
Brilha o arco da aliança.
Ora vai, na porta aberta
De repente, vacilante
Surge lenta, longa e incerta
Uma tromba de elefante.
E logo após, no buraco
De uma janela, aparece
Uma cara de macaco
Que espia e desaparece.
Enquanto, entre as altas vigas
Das janelinhas do sótão
Duas girafas amigas
De fora a cabeça botam.
Grita uma arara, e se escuta
De dentro um miado e um zurro
Late um cachorro em disputa
Com um gato, escouceia um burro.
A Arca desconjuntada
Parece que vai ruir
Aos pulos da bicharada
Toda querendo sair.
Vai! Não vai! Quem vai primeiro?
As aves, por mais espertas
Saem voando ligeiro
Pelas janelas abertas.
Enquanto, em grande atropelo
Junto à porta de saída
Lutam os bichos de pelo
Pela terra prometida.
"Os bosques são todos meus!"
Ruge soberbo o leão
"Também sou filho de Deus!"
Um protesta; e o tigre — "Não!"
Afinal, e não sem custo
Em longa fila, aos casais
Uns com raiva, outros com susto
Vão saindo os animais.
Os maiores vêm à frente
Trazendo a cabeça erguida
E os fracos, humildemente
Vêm atrás, como na vida.
Conduzidos por Noé
Ei-los em terra benquista
Que passam, passam até
Onde a vista não avista
Na serra o arco-íris se esvai . . .
E . . . desde que houve essa história
Quando o véu da noite cai
Na terra, e os astros em glória
Enchem o céu de seus caprichos
É doce ouvir na calada
A fala mansa dos bichos
Na terra repovoada.


by Vinícius De Moraes